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  • Desmame gradual: por onde começar

    O desmame é um processo, não um dia marcado no calendário. Quando é feito aos poucos, o corpo da mãe se adapta à redução da produção e o bebê encontra outras formas de se alimentar e de se acalmar.

    Quando começar

    A recomendação da Organização Mundial da Saúde é o aleitamento materno exclusivo até os seis meses e, depois disso, com outros alimentos, até os dois anos ou mais. O momento do desmame, dentro dessa referência, é uma decisão da família.

    Um passo de cada vez

    • Comece pela mamada a que o bebê é menos apegado, geralmente uma das do meio do dia.
    • Espere alguns dias antes de retirar a próxima.
    • Ofereça outra coisa no lugar: um lanche, água, colo, uma brincadeira.
    • Deixe por último as mamadas de dormir e as da madrugada, que costumam ser as mais difíceis.

    Cuide das mamas

    Se a mama ficar muito cheia, retire só o suficiente para aliviar. Esvaziar por completo estimula o corpo a produzir mais.

    Vá com calma

    Evite começar o desmame em fases de mudança, como entrada na creche, doença ou chegada de um irmão. E lembre que dar um passo atrás por alguns dias não é fracasso: faz parte do processo.

    Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual. Se você está com dor, febre, o bebê não está ganhando peso ou algo preocupa você, procure um profissional de saúde.

  • Colostro, apojadura e leite maduro: as fases do leite materno

    Muitas mães se assustam nos primeiros dias por acharem que “não têm leite”. Na maioria das vezes, o que acontece é que o leite passa por fases, e cada uma tem um papel.

    1ª fase: colostro

    É o primeiro leite, produzido desde o fim da gestação. Vem em pequena quantidade, é mais espesso e amarelado, e é rico em anticorpos. O volume é pequeno porque o estômago do recém-nascido também é.

    2ª fase: apojadura

    É a “descida do leite”, que costuma acontecer entre o terceiro e o quinto dia depois do parto. As mamas ficam mais cheias, quentes e pesadas. Mamadas frequentes, com boa pega, ajudam a aliviar o desconforto.

    3ª fase: leite maduro

    Nas semanas seguintes, o leite se estabiliza. A produção passa a acompanhar a demanda: quanto mais o bebê mama e esvazia a mama, mais leite o corpo produz.

    Quando procurar ajuda

    Procure orientação se as mamas ficarem muito endurecidas e doloridas, se houver vermelhidão ou febre, ou se o bebê estiver fazendo pouco xixi e parecer sempre sonolento. São situações que pedem avaliação de perto.

    Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual. Se você está com dor, febre, o bebê não está ganhando peso ou algo preocupa você, procure um profissional de saúde.

  • Dor para amamentar: o que observar

    É comum ouvir que “amamentar dói mesmo” e que basta aguentar. Não é bem assim: dor que persiste é um sinal de que algo precisa ser ajustado, e quanto antes isso acontece, mais fácil é resolver.

    As causas mais comuns

    • Pega e posição: são a principal causa de dor e de fissuras nos primeiros dias.
    • Mamas muito cheias: na apojadura, a mama endurecida dificulta a pega.
    • Bicos artificiais: chupeta e mamadeira podem confundir a forma de sugar de alguns bebês.
    • Freio da língua: em alguns bebês, limita o movimento da língua e precisa ser avaliado por um profissional.

    O que observar em casa

    Repare em que momento a dor aparece (só no início ou durante toda a mamada), no formato do mamilo quando o bebê solta o peito (achatado ou com um vinco é sinal de pega rasa) e se há fissuras, sangramento ou áreas vermelhas e quentes na mama.

    Quando pedir ajuda

    Peça ajuda se a dor não melhora com o ajuste da pega, se há machucados, se você tem febre ou mal-estar, ou se a dor está fazendo você pensar em desistir. Uma avaliação com uma especialista em amamentação trata a causa, e não só o sintoma.

    Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual. Se você está com dor, febre, o bebê não está ganhando peso ou algo preocupa você, procure um profissional de saúde.

  • Volta ao trabalho: como continuar amamentando

    O fim da licença não precisa ser o fim da amamentação. O que faz diferença é começar a se organizar algumas semanas antes, com calma, para que você e o bebê se adaptem aos poucos.

    Comece antes

    Cerca de duas a três semanas antes da volta, comece a retirar leite uma vez ao dia para aprender a técnica e formar uma pequena reserva. Apresente ao bebê, com tranquilidade, a forma como ele vai receber o leite na sua ausência e a pessoa que vai cuidar dele.

    Ordenha e armazenamento

    Lave bem as mãos, use frascos de vidro com tampa plástica, limpos e fervidos, e identifique cada frasco com a data. A orientação do Ministério da Saúde é guardar o leite por até 12 horas na geladeira e por até 15 dias no congelador ou freezer. Para usar, descongele na geladeira e aqueça em banho-maria, com o fogo desligado.

    Mantenha a produção

    A produção acompanha a retirada. No trabalho, procure retirar o leite nos horários em que o bebê mamaria. Em casa, ofereça o peito sempre que estiverem juntos: de manhã, à noite e nos dias de folga.

    Vale também conhecer os seus direitos: a legislação trabalhista prevê pausas para amamentar até o bebê completar seis meses.

    Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual. Se você está com dor, febre, o bebê não está ganhando peso ou algo preocupa você, procure um profissional de saúde.

  • Pega correta: como saber se o bebê está mamando bem

    Pega correta: como saber se o bebê está mamando bem

    A pega é a forma como o bebê abocanha o peito. Quando ela está boa, o bebê consegue retirar o leite com eficiência e a mãe amamenta com conforto. Quando não está, costumam aparecer a dor, as fissuras e a insegurança sobre se o bebê mamou o suficiente.

    Sinais de uma boa pega

    • A boca do bebê está bem aberta, abocanhando boa parte da aréola, e não só o mamilo.
    • Os lábios ficam virados para fora, como uma boquinha de peixe.
    • O queixo encosta na mama e o nariz fica livre.
    • As bochechas ficam cheias e arredondadas, sem covinhas.
    • Você ouve o bebê engolir, sem estalos.

    A posição ajuda a pega

    Antes de oferecer o peito, acomode-se com as costas apoiadas. Traga o bebê até a mama, e não a mama até o bebê: o corpo dele fica de frente para o seu, barriga com barriga, com a cabeça e o tronco alinhados.

    Se doer, recomece

    Um desconforto leve no começo da mamada pode acontecer nos primeiros dias. Dor que continua durante a mamada é sinal de que a pega precisa de ajuste. Coloque o dedo mínimo no canto da boca do bebê para desfazer a sucção, retire-o com calma e tente de novo.

    Se a dor persistir ou surgirem machucados no mamilo, vale buscar a avaliação de uma especialista em amamentação: quase sempre um ajuste simples resolve.

    Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual. Se você está com dor, febre, o bebê não está ganhando peso ou algo preocupa você, procure um profissional de saúde.

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